A nossa ladaínha!

2011-07-13
Nespereira
Aos nespereirenses residentes ou radicados noutras paragens, a Junta de Freguesia dá conta e pede o seguinte.
Por volta das primeiras décadas da segunda metade do século passado, aqui em Nespereira passou de boca em boca uma ladaínha a respeito dos diferentes lugares da nossa freguesia. Todos eles eram contemplados e em jeito de exemplo referimos agora o rótulo que a alguns deles era atribuído: "cartilheiros da Feira", "Fidalgaria da Granja", "Bizarria do Casal", "No Iteiro, tudo é moleiro", etc.

Porque não foi feita a devida recolha, deixando por isso a dita de constar nos usos e costumes de Nespereira, damos agora esta pequena amostra, na expectativa de podermos vir a ter a possibilidade de "cantar" tal preciosidade. Daí, este repto: Não haverá por aí alguém ligado a Nespereira que saiba ou faça o esforço de recordar a "chapa" que era atribuída aos lugares que temos? Quem quiser colaborar com algumas "estrofes" dessa antiga ladaínha, pode entrar em contacto com a Junta de Freguesia.



Em jeito de agrado, pode ver (e arquivar!...) uma outra mais recente "Cantilena das Capelas", respeitante às que temos, algumas delas ainda abertas ao culto dos crentes, outras fechadas, se calhar irremediavelmente. E a dita...dita assim:

Muitas léguas em redor
o panorama é tão belo;
quem lá vai louva ao Senhor
na capela do Castelo

A capela de Ervilhais
que tem missa domingueira
honra como as outras mais
a paróquia de Nespereira

Em cada fim de semana
junto da linda capela
S. Joaquim e Sant'Ana
têm devotos em Paradela

Tem no interior bem guardada
uma imagem valiosa
só é pena estar fechada
a capela de Lourosa

Das mais velhas capelinhas
era a Granja que mostrava
o culto das ladaínhas
que anos após ano avivava

Dentro do adro, altaneira
bem no cimo do lugar
à capelinha da Feira
muita gente vai orar

Hoje é pouco visitada
foi paraíso de paz
agora recuperada
capela do Cadafaz!

Na capela de S. Braz
que tem o cunho de igreja
a mordomia ali faz
sempre festa que se veja!

Resta agora relembrar
a do Souto que é velhinha
um património sem par
com era( e é!...) a ladaínha!

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