Locais de Interesse

Alto de Nossa Senhora do Castelo

O Castelo é uma proeminência rochosa, que atinge 1021 metros de altitude, situada a meio caminho entre Ervilhais e Cristelo, no interior de um «triângulo» cujos vértices são Castelo de Paiva, Arouca e Cinfães, ficando, no entanto, bastante mais próximo da última localidade do que das primeiras. Do ponto de vista morfológico corresponde a um tor (acumulação de bolas graníticas), que domina uma escarpa de falha de direcção NE-SW.

A forma alcandorada e imponente terá levado as gentes da serra a «baptizar» tal local de Castelo. Este fenómeno é, aliás, extremamente frequente, como o revelam os estudos toponímicos, e apontando para antigas civilizações castrejas. Sítio que a natureza privilegiou também pela panorâmica que dele se avista. Para Norte e Litoral todo o vale do Douro até ao Mar ( com especial vista para a Barragem do Carrapatelo) , para sul, do S. Macário até à serra da Estrela. Realiza-se um Festa no primeiro domingo de Agosto.

 

Mamoas de Chão de Brinco

A Mamoa 1 de Chão de Brinco é um monumento de grandes dimensões, situado em plena Serra do Montemuro, a cerca de 1000 mteros de altitude, fazendo parte de um núcleo de 3 mamoas, sendo a que mais se destaca na paisagem.

Do seu espólio ressalta o elevado número de contas de colar, discoídes, em xisto (cerca de 4 mil), 2 dezenas de micrólitos em sílex, uma minúscula e rara peça em ouro, além de cerâmica campaniforme. Da sua estrutura megalítica, restaram apenas 3 esteios em granito, dos quais 2 com gravuras e um com ténues, mais inequívocos vestígios de pinturas. O ersteio de cabeceira apresenta-se profusamente isncuípido, sendo os motivos predominantemente, de tipologia meandriforme.

Frente a este na direcção de nascente, a escavação realizada revelou uma estrutura que pode, ainda que com reservas, ser considerada como um “corredor incipiente”, não usual no megalitismo português. Na entrada desta estrutura surgiu uma pedra, de configuração rectangular, tendo na superfície interna (voltada para a Câmara) um conjunto de gravuras, de que ressalta um motivo que pode ser considerado como antropomorfo esquemático, de membros arqueados, localizados na parte superior do suporte lítico.

No decurso da primeira campanha de escavações realizada a este monumento( Verão de 1988) foi encontrada, na zona da câmara dolménica (local que apesar de remexido, forneceu a maioria do espólio), uma pedra alongada, em granito que, quando observada com mais cuidado, evidenciou uma gravura de feição antropomórfica.

Além do interesse histórico e secular de referir ainda que se trata de um belo lugar para caminhadas, passeios BTT entre outros.

 

Minas da Fraga da Venda

Na Fraga da Venda, encontram-se vestígios de minas de estanho e volfâmio, onde passa um pequeno riacho límpido.

Com uma área considerável de grutas de grande interesse, podemos encontrar neste local um abrigo recentemente construído pelos caçadores, com a colaboração da Junta de Freguesia, que serve os que ali passam.

 

Gruta de Nossa Senhora de Lurdes

Localizada perto da Igreja de Santa Marinha, esta gruta foi inaugurada em 1896 e é uma réplica Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, que se encontra em Massabielle, em França.

Situada num espaço arborizado e com vegetação abundante, dispõe de bancos e mesas em pedra. Pela sua morfologia natural, constitui um anfiteatro natural, com excelentes condições acusticas, onde se realizam várias actividades e concertos ao ar livre. É sem dúvida o ex-libris de Nespereira, um local para visitar, passear, descansar, merendar ou, simplesmente, relaxar em contacto directo com a natureza.

 

Ponte da Balsa

Ponte antiga em arco construída em pedra, ao lado da qual foi recentemente construída uma pequena ponte em madeira. Inserida numa zona fluvial completamente recuperada e aprazível, o espaço tem servido de cenário à realização de actividades de cultura e lazer.

 

Rio Ardena ( açudes e albufeira da mini-hidrica)

Os tempos obrigaram o homem a aproveitar o bom que a Natureza lhe dá, pelo que numa encosta virada a sul, rica em água os nossos antepassados meteram mão à obra e trouxeram até estas encostas a água e para tal construíram os açudes de forma a direccionar a água para os campos de cultivo e para os moinhos e o vale do Ardena possuí muitos quer no trecho principal do Ardena, quer nos afluentes.

Mais tarde e na parte final do seu percurso foi aproveitado para produção energética com a construção da Mini-Hidrica.

Estes espaços, bem como todo o seu percurso possuem condições óptimas para banhos, pesca de recreio e para passeios (BTT e pedestres) que queremos ver potenciados.

 

Quedas de água da Falfa e Golas

Situada nas encostas da serra do Montemuro, Nespereira tem uma grande bacia hidrográfica rica em quedas de água, resultantes da sua morfologia que passa em poucos Km’s dos 1000m aos 400m.
Dessas quedas de água destacamos as da Falfa (situadas no Ribeiro dos Espiches ) e que podem ser avistadas da zona da Pedra da Moura (na estrada municipal que liga Nespereira a Vilar d’ Arca).

As quedas de água das Golas, situadas pouco abaixo da Mini-Hidrica do Ardena ressaltam a conjugação de duas quedas, que pela sua inserção natural resultam de um belo equilíbrio entre o trabalho realizado pela erosão da água e pela conjugação de cores naturais. Pode ser vista do Estradão que liga Nespereira à Espiunca.

 

Casa Museu “Quinta dos Fidalgos da Granja”

Reconstruída pela Associação Recreativa de Nespereira com o apoio do PRODER, das autarquias locais e da população a partir da Quinta do João de Deus e com aspectos ligados à resistência monárquica, esta Casa Museu pretende salvaguardar a identidade local e regional, através da preservação, partilha e mostra de vivencias, “istórias” e aspectos da ancestralidade dos nossos povos.

Com dois corpos, um destinada a Casa Museu, onde ficará exposto todo o espólio e outro corpo operacional, onde estão as estruturas de apoio que ajudam a criar elementos de atracção e complementaridade à infra-estrutura.

Esta infra-estrutura não pretende ser um espaço fechado que só é aberto com a visita do turista, mas mais do que isso um espaço aberto à comunidade, onde serão recuperadas e mantidas vivas velhas e saudosistas tradições.

Será um espaço de eleição para a partilha, vivência conjunta, onde as actividades serão os pólos de atracção a este espaço. Não será um espaço de objectos, mas um espaço vivo, em constante movimento e onde a atracção dos diversos visitantes estará alicerçada na mostra viva e na gastronomia…

Neste momento encontra-se em fase de acabamentos da parte operacional (salão multiusos, sala administrativa e camaratas)…pelo que se espera que em breve esteja operacional na totalidade.

 

Pedra da Moira

O local designado por "Pedra da Moira" é constituido por umas velhas ruinas do que se pensa ter sido um forno romano. A este local está associada uma lenda, segunda a qual lá habita uma "moira encantada", transformada em cobra, que aparece em tardes soalheiras aguardando a chegada de um cavalheiro que a beije, colocando fim no encantamento e transformando-se numa bela mulher.