Temporal abateu-se sobre Nespereira

2011-06-01
Temporal 29 de Maio 2011
Caindo o pano sobre o "Maio Cultural", bem bastaria agora contabilizar os positivos resultados obtidos com a realização de eventos variados. Lamentavelmente, temos de dar conta do que no último dia aconteceu, logo do temporal que se abateu sobre a nossa freguesia.

Foi durante o fim-de-semana, mas principalmente no início da tarde de domingo, dia 29 de Maiio, que chuva intensa, trovoada, ventos fortes e enormes "pedras" de granizo invadiram o céu de Nespereira, causando alguns estragos e chegando a assustar as pessoas, colocando a hipotese de cancelar as iniciativas previstas para a tarde de domingo, desgnadamento o concerto da Banda agendado para a Gruta.
Os Bombeiros, não tiveram mãos a medir, acudindo em Pereira, no entroncamento junto ao cemitério, nos acessos à parte cimeira daquelas imediações. O pânico chegou a pairar. No início da estrada que dá para Lourosa e Paradela, o próprio presidente da Junta, acompanhado por um residente na zona dos Sobrais, ajudaram como puderam no arrumar de muitos paralelos que se foram amontoando, com o propósito de possibilitar a passagem de veículos, interrompida durante algum tempo.

Na variante da Lavra, a estrada mais parecia um curso de água a trasbordar, mas o mesmo aconteceu na Pertença, nos Sobrais e no Outeiro.

Em Pindelo, por exemplo, a chuva foi tanta que a estrada que vem do Vale do Cão e termina na ligação principal, na Compra, deixou aqui pedras já de tamanho razoável e terra até se dizer chega. Mesmo ao lado, os muros e sucalcos dos campos mais pareciam autênticas açudes e a rua que tem início junto ao talho apresentava um cenário pouco usual. Mesmo de galochas - foi assim que o presidente Leitão se afoitou a desobstruir a passagem por onde por norma correm as àguas vindas daquela zona acidentada - todos ficaram "como pintinhos" da cabeça aos pés.

Mesmo assim, porque entretanto também S. Pedro se quis associar à festa de todos nós, o concerto teve lugar pois o temporal foi embora e chegou ainda a brilhar o sol. Na ocasião, o presidente Mário Leitão pôde não só agradecer a dádiva recebida, como sossegar os presentes de que tudo entrara na desejada normalidade. O curioso é que para os céus da Gruta foi "atirada" uma obra executada pela Banda que, nem de propósito, foi idealizada e escrita a pensar...numa grande tempestade! Teve a sua oportunidade!

Tem agora a Junta entre mãos a missão de repor a desejada normalidade. Será de esperar, assim, que a população possa e queira dar tempo ao tempo. Será feito - já solicitamos a indispensável ajuda ao nosso Município - tudo o que estiver ao alcance da Junta, para que, pelo menos, se reponha as coisas como estavam. É nessa prespectiva que o pessoal ao serviço da Junta, está agora empenhado.

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