Festa rija na Fraga da Venda

2011-07-20
Festa rija na Fraga da Venda
Há muito tempo apalavrada, teve lugar no passado dia 16 de Julho a confraternização de caçadores, pastores e amigos de uns e outros que sempre se associam na ajuda e no convívio. A partir de agora todos podem beneficiar das condições que aquele recatado paradeiro tem.

Uma iniciativa da Associação de Caça e Pesca de Nespereira, à qual desde logo se associaram muitos de quantos demandam aquele lugar, quer na guarda ao gado que por norma ali passa dias seguidos, quer por ocasião de frequentes incursões no âmbito do lazer.

A Junta de Freguesia que desde o início entendeu por bem colaborar, como sempre faz na medida das suas possibilidades – tal mais valia implicou o dispêndio de verbas já consideráveis!... – fez deslocar para o local, um dia antes, dia 15 portanto, alguns dos trabalhadores que tem ao seu serviço e foi assim que o rústico mas precioso abrigo passou a dispor de água corredia.

De bem longe veio encanada, brotando agora numa enorme pedra, antes brocada depois de levantada a pulso e com a ajuda da pá do tractor. Parece agora que o precioso bem brota das entranhas. Foi uma pequena festa antes da festa maior. A tal ponto que entendemos de toda a legitimidade a satisfação do Presidente da Junta, Mário Leitão, ao beber ali pela vez primeira, um sentimento que alastrou aos demais presentes na oportunidade.

Em redor, com o solo aqui e além esburacado, as imorredoiras marcas da desenfreada exploração que os nossos de anteriores gerações levaram a cabo, sabe-se lá com que sacrifícios. De tais tempos, sobram também a enorme pedra onde o minério era lavado e uma outra que ainda agora serve de fonte para os pastores suavizarem a acção do sol abrasador que ali se abate implacável.

Natural, portanto, a festa-convívio do dia 16, até porque do menu estalicado nas graníticas mesas que o equipamento dispõe, constava a inevitável cabra assada, o paiôrro guardado para o efeito e a indispensável pingarola que a preceito serve para unir amizades.

Resta-nos desejar que todos quantos ali acorram no desfrute dos bancos e das mesas e acima de tudo da sombra que o Abrigo dá, retribuam com o empenho de deixar o local livre de restos e do vulgar vasilhame, livre da incúria que tantas vezes sobra das populares manifestações.

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