Baixou a batuta e encerrou mais um Maio Cultural

2011-05-31
Maio Cultural
O concerto da Banda Marcial de Nespereira, integrado num estágio realizado pelos alunos do Mestrado em Direcção de Orquestra de Sopros do Instituto Piaget de Viseu, com orientação do conceituado maestro Prof. Paulo Martins, assinalou o encerramento da iniciativa Maio Cultural 2011. Este último fim-de-semana do Maio Cultural foi rico em actividades. No sábado decorreu o Encontro de Ex-Prisioneiros de Guerra na Indía e um animado Rally Paper.

O sábado foi também dedicado à Feirinha das Associações, que decorreu na Praça do Mercado, com animações variadas, petiscos e arraial com "Hor&zont B@nd". Na sexta-feira teve lugar a Tertúlia "Associativismo... que sustentabilidade", realizada no Centro Paroquial de Nespereira.
TertúliaTertúliaTertúliaRally PaperRally PaperRally PaperRally PaperRally PaperRally PaperPorco no espetoPorco no espetoConcerto da Banda Marcial de NespereiraConcerto da Banda Marcial de NespereiraConcerto da Banda Marcial de Nespereira
Na verdade, bem podemos dizer que foi pela mão (ou pela batuta) do Maestro Alexandre Coelho, que encerrou a edição de 2011 do Maio Cultural, no domingo, 29 de Maio. A marcha 1853 (alusiva ao nascimento da Banda de Nespereira), que o próprio Alexandre Coelho compôs, foi o ponto final no concerto realizado no palco da Gruta de Nossa Senhora de Lurdes, com que terminou o estágio que os alunos do Mestrado de Direcção de Orquestra de Sopros, no Instituto Piaget de Viseu, fizeram durante todo o final de semana, dirigidos pelo seu professor e conceituado Maestro Paulo Martins, num trabalho em parceria com a Banda Marcial de Nespereira.

Depois dos receios causados pela intempérie que obrigou a um ligeiro atraso, o concerto realizou-se mesmo, para gáudio de muitos destemidos, que indiferentes às ameaças das nuvens, não arredaram pé e deram por bem empregue a sua decisão.

No entanto, este último final de semana do evento, foi como os demais, preenchido e diversificado.

No Sábado, dia 28, em Santa Marinha cerca de duas centenas de pessoas participaram numa Missa, e posteriormente em Carvalhais num almoço de homenagem aos Ex-Prisioneiros da Índia, inicitiva à qual aderiu desde logo a Junta nespereirense, bem como a Câma de Cinfães e teve a presença de perto de duas centenas de pessoas, provenientes de sítios tão dispersos como seja Miranda do Douro, Óbidos e Santarém, por exemplo.

Simultâneamente, pelas ruas de Lourosa e Paradela, mais de duas dezenas de aventureiros, participavam num Rally Paper que misturou as pistas de estrada com questões sobre a nossa cultura, e cuja manhã terminaria com um almoço em jeito de piquenique junto das minas da Fraga da Venda, já depois de uma passagem pelas Mamoas de Chão de Brinco. Da parte da tarde e antes do regresso ao ponto de partida, os participantes “invadiram” a Vila de Cinfães, procurando também algumas pistas, mas sobretudo espalhando boa disposição e pondo ainda mais em evidência este nosso mês cultural, que viria depois ao encontro das nossas associações, que enquanto o tempo permitiu, se juntaram na Praça do Mercado, demonstrando um pouco da sua história e do seu dia-a-dia.

Ao início da noite, já o porco no espeto com que a Junta de Freguesia “brindou” os participantes de um mês em cheio, fazia as delícias de alguns, e os concorrentes do rally, tiveram ainda a tarefa de “desfilar” com a caracterização que lhes coube em sorte, sendo que muitas delas, arrancaram sonoras e verdadeiras gargalhadas de quem assistiu.

Depois, lugar ao bailarico com o conjunto Hor&zonte B@nd, mais tarde animado por um conjunto surpresa, liderado pelo inevitável Vitor Andrade e uma trupe verdadeiramente fantástica.

Pelo meio a entrega dos troféus do Rally Paper, não sem antes o Presidente da Junta, em nome do executivo, ter agraciado com lembranças simbólicas, todas as associações e entidades que colaboraram neste evento, bem como ter entregue duas lembranças que visaram prestar um tributo também simbólico aos “criadores” do Mês Cultural em Nespereira, Isidro Semblano e Cláudio Oliveira, que as recebeu e salientou que a melhor homenagem que se pode fazer ao amigo e autarca é vermos (o Isidro onde estiver verá também) que a iniciativa continua viva.

Retomando o alinhamento, da frente para trás, referir que este fim-se-semana de actividades, tinha já começado no dia 27, sexta-feira, com a curiosidade de num curto espaço de metros, estarem concentradas três iniciativas deste Maio Cultural, que obrigaram mesmo a alguma “ginástica” de alguns dos intervenientes.

Em Santa Marinha, enquanto na Sala de Ensaios da Banda, decorria o já mencionado estágio de Direcção, no piso inferior, preparava-se o arranque simbólico do Rally Paper, e mais abaixo no Centro Paroquial, tinha lugar a Tertúlia organizada pela Associação de Solidariedade Social e Recreativa de Nespereira, subordinada ao sempre interessante tema do Associativismo e que juntou em palco para debate e alocuções, algumas personalidades de diferentes pontos do Concelho, moderadas pelo jornalista José Augusto Barbosa.

O êxito da iniciativa, deixou desde logo a ideia de que a próxima, não pode aguardar pelo Maio Cultural de 2012, pois como costuma dizer-se, da discussão nasce a luz, e estas tertúlias, iluminam.

A terminar e em jeito de balanço, depois de um mês verdadeiramente intenso, fica a certeza que por entre as volumosas preocupações do quotidiano, Nespereira e os Nespereirenses (e obviamente quem nos visita) merecem um mês assim, um mês que enalteça o que temos de bom, que dê um novo alento às nossas gentes e às nossas associações.

Precisamos desse alento, dessa renovada energia, dessa vontade de fazer sempre mais e melhor, de mostrarmos a força e a garra que temos, para conseguirmos que paulatinamente, Nespereira cresça sempre um pouco mais.

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